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terça-feira, 26 de junho de 2012

Chega ao fim mais um ciclo...


Por Clarissa Moura

No início de cada novo ciclo (semestre) pensamos que este vai demorar a passar, que as atividades estabelecidas serão impossíveis de serem realizadas, ou que tempo vai nos sobrar para fazermos algo a mais, diferente, não condicionado. Muitas são as espectativas ao início de cada semestre, e muitas delas, as vezes tornam-se frustadas ou surpreendidas. 

No momento que nos deparamos com a “Avaliação Institucional” ao final destes períodos, nos vem a cabeça... “como foi este semestre, o que avaliar?” A tendência é pensarmos naquelas expectativas que alimentamos ao longo destes meses, ou aquelas que nos fez entrar nesta vida acadêmica e acabamos, na maioria das vezes, não obeservando que esta ou aquela disciplina estava nos proporcionando... Nem sempre o que esperamos vai acontecer, mas às vezes o que acontece acaba sendo muito melhor do que aquilo que estávamos esperado.

Esta disciplina de Produção em Telejornalismo II, foi assim para mim... Algumas coisas que eu imagina não aconteceram, porém, outras muito melhores foram proporcionadas. Penso que na vida acadêmica, devemos estar sempre abertos ao “novo”, ao diferente ou mesmo ao inovador. Quebrar padrões, paradigmas ou regras, isso é que faz eu ser tão apaixonada pelo Jornalismo e pela Comunicação. Ao pensar em “Produção em Telejornalismo II”, imaginei a tradicional bancada da TV, com o fundo azul e nós sentados de blayser dizendo “Bom dia... o jornal fulano de tal está no ar”.... Tamanha foi minha surpresa no momento em que no primeiro dia de aula, foi proposto a produção de “Programas jornalísticos” e não “Telejornais” de bancadas. 

Mil ideias acenderam em minha cabeça, “opa... a coisa vai ser diferente e pelo visto bastante prazeirosa também”. Iniciaram as produções do programas, pensamos temas, discutimos formatos, nomes e enfim chegamos ao “EU ACREDITO”, que se transmou em um Programa, uma TV, um blog, redes sociais, foto novela, e tudo mais que nossa imaginação pode dar vazão. Nele experimentamos novos formatos de jornalismo, novos formatos de edições, novos formatos de apresentação e de matérias, NOVO tudo NOVO!!

Em alguns momentos, confesso que vi meus colegas, assim como eu, sobrecarregados tentando dar conta das edições, finalizando as artes, correrias com câmeras e que em alguns momentos até pensei “tá puxada a coisa, não precisava tantos programas”. Mas hoje, ao final desta disciplina, encaro isso como “foram fundamentais todas estas edições, e que bom seria se tivéssemos tempo de ter mais”. Falo isso, pois estou com muito pesar, e triste mesmo de estar concluindo minha última disciplina de TV, queria mais MUUITOOO mais, mas nosso curriculo não comporta mais carga horária para estas disciplinas. Digo isso, pois mesmo com todos estes ensinamentos, todas estas maravilhosas oportunidades de experimentar o novo o diferente, hoje não me sinto em condições de concorrer a uma vaga na televisão, mesmo depois de formada... 

Tive contato sim, durante estas disciplinas, com edição, produção, direção e apresentação, bem “metida” experimentei de tudo, todas as funções, tomei conhecimento e aprendi grande parte delas, mas ainda assim me sinto extremanente insegura com o assunto é prática, vivência... É meus amigos, e a este final, percebo que isso, só a vida profissional que vai nos dar. E para isso precisamos ter coragem para tentar! Nossos caminhos daqui pra frente, não sabemos, mas quando as oportunidades aparecem está aí o momento de "metermos as caras" e tenrarmos colocar este ensinamentos em prática. 

A conclusão deste ciclo de disciplinas de TV, só me fizeram refletir ainda mais sobre nosso papel como acadêmicos, e tirar como conclusão, que estamos aqui para aprender e pensar sobre, e que só a vida profissional é que vai nos proporcionar sermos completos....

Obrigada Fabi por tudo!!! Obrigada colegas por terem me “aturado” durante este semestre!! Foi muuuito bom fazer parte do programa EU ACREDITO!!!

Desejo que este nome nos acompanhe em nossas caminhadas!! Não deixemos nunca de ACREDITAR, seja na religião, na sorte, na política, na educação, no esporte ou mesmo nas lendas e mistérios da vida, e que cada um de nós tenha a oportunidade de parar, pensar e chegar a conclusão “Sou feliz porque EU ACREDITO”!!! 

sábado, 23 de junho de 2012

É especial

Por Jaqueline Gomes, (sub)editora do Especial Lendas

Não é só porque o programa de telejornalismo Eu Acredito é nosso, que ele é especial. Também não é só porque é o último e porque é o especial Lendas, que o nosso programa é mais especial ainda. Sei que na construção de frases para um texto, ainda mais quando ele é jornalístico, aprendemos que não devemos repetir palavras, nosso vocabulário deve ser amplo, mas simples, conciso, objetivo. Porém, confesso que aqui não sei bem como explicar por que o Eu Acredito é tão especial assim. Deve ser pela oportunidade de arriscar, de buscar formatos diferentes daqueles que conhecemos e, principalmente, sentar e avaliar se a proposta, de fato, funcionou. 

A noite de gravação do Eu Acretito... Lendas, foi um momento ímpar nessa construção. É, vou dizer de novo, foi especial! No registro da Cris Lautert, as imagens dizem muito da parceria, do comprometimento, da dedicação, que também deve aparecer nas matérias produzidas. Sobretudo, ter a oportunidade de construir conhecimento com mais do que colegas e uma professora, mas encontrar nestes o carinho, a amizade e o incentivo para que a caminhada seja cada vez mais proveitosa para a vida é, sem dúvida, ESPECIAL!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Sobre contar histórias

Por Jaqueline Gomes

Me permitam dialogar um pouco sobre com o que encontrei em um livro. Li, recentemente, "Os Últimos Soldados da Guerra Fria", de Fernando Morais. E me dei conta de uma relação possível com o nosso Eu Acredito. Estranho, não é? Mas eu explico. Quero falar da apuração, do senso crítico, do feeling, dos jornalistas e, claro, de mais uma possibilidade de trabalho.

Equanto trabalhamos para encerrar o nosso ciclo em Produção em Telejornalismo II, com o especial Lendas estamos nos debruçando sobre histórias de conhecimento popular, porém nunca comprovadas. Por isso, são lendas ou mitos. Por que, então, elas são pauta do nosso programa? Porque nós, futuros jornalistas, sabemos contar histórias, não mentiras. Não tomamos por verdadeiras as informações, antes expomos fatos, ideias, opiniões, exemplos, ilustrações, para que o púlico aceite ou não o que está posto. Contribuímos para formar opiniões e, assim, construímos realidades.

E lá vai outra pergunta: o que isso tem de relação com "Os Últimos Soldados da Guerra Fria", entre tantas obras de Fernando Morais? Simples: a habilidade de apurar e contar histórias. No caso da obra em questão, os fatos são reais, mas muitos não podem ser comprovados técnica ou cientificamente. Daí reside a apuração, a desconfiança para não se deixar levar por falsas verdades. E,aí sim, mostrar todos os lados da história. 

Imagem extraída do blog da Companhia das Letras
Aproveito para contar um pouco mais do autor, que abandonou a rotina das redações ainda na década de 70. De lá para cá, dedicou-se aos livros. Autor de Olga; Chatô – o rei do Brasil; Corações Sujos; A ilha e Cem Quilos de Ouro, todos publicados pela Companhia das Letras, entre outras publicações, o jornalista e escritor concebeu a ideia de contar a história dos agentes de inteligência cubanos infiltrados em organizações anticastristas da Flórida em setembro de 1998, quando ouviu no rádio a notícia da prisão de 10 soldados pelo FBI. Por anos, tentou, em vão, romper a barreira do silêncio em torno da trama.

O livro só deu os primeiros passos em fevereiro de 2005, quando viajou para Cuba para participar da Bienal do Livro de Havana. Na véspera da viagem de volta ao Brasil, recebeu do presidente da Assembleia Nacional, Ricardo Alarcón, o comunicado de que lhe seriam liberados os documentos dos serviços de inteligência da Ilha sobre a rede que Cuba infiltrara no coração de organizações de extrema direita da Flórida. Mas as pesquisas só começaram a andar mesmo a partir de 2008. De lá até a publicação do livro, em 2011, foram cerca de 20 viagens a Havana, Miami e Nova York, para ouvir todos os lados da história. Entrevistou, inclusive, mercenários estrangeiros que haviam sido presos depois de colocar bombas em hotéis e restaurantes turísticos de Cuba e que tinham sido condenados à morte. Nos Estados Unidos foi mais difícil. Só conseguiu declarações em off porque os agentes do FBI são proibidos de dar declarações públicas. O tema era tratado como segredo de Estado.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Roteiro na mão


Por Marília Gehrke, editora

Amanhã é o grande dia. Tudo pronto para a gravação do último programa Eu Acredito. Desta vez, o especial traz lendas de Santa Cruz do Sul, Rio Pardo e Venâncio Aires. Como a fotografia sugere, o roteiro está na mão. Os internautas podem aguardar uma edição diferenciada, com mudanças no estúdio (!), na apresentação (aliás, desafio para os nossos apresentadores) e nas matérias. Até hoje, as oito edições do programa abordaram os mais diversos lados do verbo acreditar. Nos próximos dias, o último programa será veiculado aqui no blog.

Por fim, a tradicional pergunta:

E você, no que acredita?

Tudo pronto para amanhã

Catarse coletiva!

Por Jaqueline Gomes, (sub)editora do especial Lendas

Terça-feira à noite, conforme combinado, foi o momento de produção do script da última edição do nosso programa Eu Acredito... o especial Lendas. Eu acho até que já estou virando especialista em script. No início, dava uma ansiedade olhar para aquela lauda em branco. De um lado, créditos, descrições técnicas. Do outro, o ao vivo. E como escrever o que é para ser dito com naturalidade, como emendar uma coisa à outra. Nos cinco programas do grupo 1, contando o Lendas, fui repórter duas vezes, apresentadora, editora e (sub)editora de novo. Foram pelo menos três scripts com a minha participação. Penso que aprendi muito. Mas o que aconteceu na noite de ontem foi mesmo uma catarse coletiva: Jaqueline, Marília, Josiane, William e Clarissa em frente às mesmas laudas. O registro fotográfico, é claro, esquecemos! Mas as ideias... colocadas no papel e imaginadas para a apresentação, é esperar pra ver!

É um ciclo que nem bem chegou ao fim e já está deixando saudade.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Os bastidores da produção

Por Jaqueline Gomes, sub-editora do Eu  Acredito - especial lendas

Nossa, a foto parece tensa, mas na verdade o ambiente era apenas de concentração, de checagem dos bastidores do Eu Acredito, especial lendas. O registro é da noite de quinta-feira, dia 14, quando nos reunimos para afinar a produção das matérias e o ambiente de gravação das cabeças. Certamente, teremos muitos ajustes ainda até a noite desta terça, quando o script começará a ser "desenhado". Isso porque no meio da produção, até Santa resolveu desaparecer. É claro, isso também é pauta!

O mais interessante de tudo é que com a turma não mais dividida em grupo 1 e grupo 2, temos uma grande redação empenhada na produção, edição, apresentação e divulgação do nosso programa. Isso não quer dizer que o volume de trabalho diminuiu, antes o contrário. É um exercício de diálogo afinado.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Reportagem fora do script

Por Juliana Bencke, repórter

Depois de duas pautas terem "caído" e antes que eu e o colega Fábio Felício pudéssemos viver o pesadelo de estar sem pauta a menos de duas semanas da gravação do último Eu Acredito, eis que surge "O folheto". Com um programa especial sobre lendas da região, nada pareceu mais cabível do que o fato que víamos anunciado no panfleto. E aí pensamos: Isso tem tudo para virar lenda, para ficar na história de Venâncio Aires e ser lembrado em rodas de conversa daqui a muito tempo.


Apesar da correria, agendar a entrevista, reservar equipamento + carro + funcionário foi, sem sombra de dúvida, a etapa mais tranquila da missão reportagem. Tudo ia muitíssimo bem até as 14h30min de hoje. 

O que não estava no script é que o nosso estrevistado precisaria comparecer a um velório. Atos fúnebres são, sempre, imprevistos. Mas uma terceira pauta cair seria inaceitável. Decidimos insistir. O problema é que a matéria precisaria ser adiada para as 19h e nem carro, nem cinegrafista podiam se dar ao luxo de esperar. Depois de uma rápida aula de como manusear a câmera, o Elio Brixius e o carro da Unisc começam a viagem de volta à Santa Cruz do Sul. Enquanto isso, eu e o Fábio, carrecados de mochilas, microfones, baterias e câmera, iniciamos a nossa espera. E esperamos.

Não estava no script que a "função" em torno da matéria se estenderia até cerca de 20h30min. Não estava no script que o Fábio teria que me acompanhar em uma entrevista do trabalho. Não estava no script que ele tinha esquecido o cartão do banco. Não estava no script que pingos de chuva cairiam durante a tarde. Nem mesmo que andaríamos uns dois quilômetros. A pé! Também não estava no script que o Fábio teria que voltar de ônibus para Santa Cruz, entregar os equipamento no laboratório de TV e pegar a moto dele, tarde da noite. 

Apesar de tudo isso, também não estava no script que a missão teria um final feliz. Jamais imaginaríamos poder acompanhar a palestra do bispo J. Vítor, presenciar uma cirurgia espiritual e coletar depoimentos. Tudo isso, com a câmera em punho. Depois da maratona toda, sobrou a ansiedade para se debruçar sobre o material e editá-lo. Em breve, alguns bastidores também vão aparecer por aqui.

domingo, 27 de maio de 2012

Uma caminhada produtiva

Por Jaqueline Gomes, repórter no Eu Acredito - Especial Jornalismo

Em um cenário de tantas facilidades no fazer jornalístico - computador, equipamentos modernos, internet, apesar do deadline e das pressões da rotina produtiva, é claro - não parece tão fácil fazer a diferença, não ser apenas mais um em um universo de profissionais cumprindo o seu papel. Penso que o programa Eu Acredito - Especial Jornalismo - foi uma tentativa de fazer diferente, de apostar, de ousar. Não falo pelo resultado do trabalho, que pode ser conferido aqui, mas pelo processo de produção.

Entendo que aqui, além de experimentar - que é o nosso foco principal -, cada um foi um pouco produtor para além da sua função específica de repórter, editor ou apresentador. Trabalhar o conjunto, da pauta à exibição do conteúdo, nos faz profissionais mais completos e sabedores da responsabilidade sobre a produção e a repercussão das matérias. Enxergar o produto antes dele ficar 'embalado' para o público, a capacidade de adaptação e de defesa da nossa ideia enquanto as coisas estão acontecendo, ouvir depoimentos tão ricos sobre a nossa profissão e a nossa responsabilidade, foi um grande aprendizado. Aliás, o caminho até aqui tem sido muito produtivo.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Eu acredito em Deus?

Por: Lindiara Becker Hagemann

No que acreditam os ateus? No terceiro programa do Eu Acredito essa foi a pauta que escolhi para me aventurar como repórter. Confesso que sempre tive curiosidade em relação à assuntos religiosos. Sou Evangélica desde criança, e mesmo assim tenho dúvidas ligadas aos escritos da Bíblia. Depois de ler alguns livros sobre ateísmo, estava pronta (e muito curiosa) para fazer a primeira entrevista. Fiquei imaginando com era a rotina de um ateu, seria muito diferente da minha e de qualquer outra pessoa? A resposta caiu como uma pedra em minha cabeça, NÃO. Eles vivem normalmente, trabalham, estudam, comem, se divertem. E existe algo errado em viver desta maneira? NÃO, outra resposta inesperada. Eles não são sacrificados ou punidos por simplesmente não acreditarem em nada. Mas e quem disse que eles não acreditam em nada? Acreditam e muito, em si mesmos. Depositam toda a sua fé nos objetivos. Apenas não rezam toda noite para conseguirem realizar os sonhos. Eles correm atrás do que querem. 

Acreditando ou não em Deus, eles continuam vivendo suas vidas, felizes e buscando os seus ideais. E alguém tem o direito de dizer que eles estão errados?

Referências: 

DAWKINS, Richard. Deus, um delírio. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

MARITAIN, Jacques. A significação do ateísmo contemporâneo. Rio de Janeiro: Grifo, 1969. 

FIGURELLI, Roberto Capparelli. Jean-Paul Sarte: do ateísmo ao antiteísmo. Porto Alegre: Ed. Da Universidade/UFRGS, 1999.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Os desafios de trabalhar em grupo


Por Marília Gehrke, editora-chefe do grupo 1 no programa 3

O jornalismo é feito, antes de tudo e, sobretudo, com o trabalho em equipe. Mesmo assim, sempre existe um encarregado de conduzir esse grupo, possibilitando que cada um explore suas potencialidades e receba a ajuda dos colegas para desenvolver seus pontos fracos. A figura do editor-chefe é básica e desafiadora nesse contexto. Cumpri esse papel no terceiro programa Eu Acredito, produzido pelo grupo 1 e gravado na quinta-feira. 

É óbvio que trabalhar em grupo não é fácil. Basicamente porque cada um pensa diferente, tem um ritmo diferente e tem horários diferentes. Nesse caso, vale aquele clichê de que, se cada um fizer a sua parte, tudo é possível. Entendo que a produção do telejornal beneficiou todos os integrantes da equipe, independente de sua função. Alguns mais, outros menos, como sempre. Não tenho muita experiência em telejornalismo, mas sei aprender com os meus erros e espero ter ajudado. Continuem contando comigo para o que precisarem. 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ser editor é mais do que "chefiar"

Por Marinês Kittel - Grupo 2 

Marinês - Editora Chefe, Clarissa e Luis apresentadores
Participar das reuniões de pauta, opinar sobre as pautas, ler e re-ler as pautas enviadas, os e-mails da lista de discussão, estar atento ao que está sendo produzido, fontes, imagens, sonoras, script, lembrar de todos os prazos e datas que não devem ser esquecidos e fazer com que a equipe não os esqueça também... parece muito para você? Enfim, mais do que ser responsável por toda essa rotina produtiva, "chefiar" uma equipe de produção representa acreditar no projeto. E acreditar que cada um, cada pessoa que compõe essa equipe, vai fazer a sua parte... e da melhor forma possível – não só por precisarem da carga horária da disciplina ou da nota no final do semestre, mas por terem certeza que nós, estudantes, também podemos fazer um trabalho de qualidade e que ateste a qualidade dos futuros profissionais que seremos. Claro que, às vezes, na condição de editor-chefe, é preciso discordar, discutir, e lembrá-los de que somos um jornal de verdade e não de ‘faz-de-conta’. Às vezes, é preciso ser rígido, cobrar prazos e tarefas e até mesmo ‘brigar’. Muitas vezes também é preciso deixar um pouco de lado a rigidez profissional e lembrá-los de que estamos todos – indicustivelmente, todos – aprendendo. Mas na maioria das vezes, resta ao editor-chefe várias surpresas. Surpreender-se com a qualidade do trabalho realizado, com a disposição, o empenho e a responsabilidade da equipe, com o amadurecimento ao longo dos dias. Surpreender-se com as coisas boas que foram feitas e que, por um ou outro motivo, ele nem ficou sabendo.

Mais do que tarefas a desempenhar, na minha opinião, o editor-chefe precisa fazer com que a equipe se sinta uma equipe. Ele deve ajudar a tornar a produção laboratorial natural, atraente e até mesmo empolgante. Precisa ser tudo – quando alguém clama por ajuda ou necessita de um ‘empurrãozinho’ – e nada – quando sabe que sua presença vai atrapalhar mais do que ajudar. Na minha experiência de editora, aprendi que numa próxima, preciso fazer muito mais, sim, esse é um lema que tenho comigo sempre - que podemos sempre fazer mais e melhorar mais um pouquinho - e que ser editor não é apenas "chefiar", mas é ser parceiro e acreditar no potencial da equipe.  

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Para pensar

Por Jaqueline Gomes

A cena se repete. Diante do computador, nossa editora-chefe Marília Gehrke, eu e Juliana Bencke (as apresentadoras do Eu acredito III. Coisa que incomoda. Pensar não é fácil. 

Mesmo quando nós concebemos o formato do programa, a proposta de blocos, de linguagem, de apresentação, não há uma receita para copiar e colar no TV News. Queremos prender a audiência, mas como? Tantas palavras para usar, mas umas parecem se repetir e outras não se encaixam. Repito: pensar não é fácil. Não é fácil não ser vazio. E, como tenciona Bordieu, não é tão simples quanto parece fazer jornalismo, especialmente na televisão, sob a influência de tantas forças externas.

Mas arriscamos. Arriscamos um script diferente. Que venha a quinta-feira de apresentação.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Várias

Pessoal:

Preciso tratar de algumas temáticas com vocês:


Ponto 1: Gosto muito das coisas que leio aqui no blog. Pena que elas sejam pouco frequentes e que repitam seus autores. Não pelos autores, posto que estes exibem efetivas qualidades no seus dizeres. Legitimam o espaço. Mostram o que estão fazendo com o jornalismo de televisão e o que este faz com eles. Falo da esperada assinatura do coletivo no projeto também em sua dimensão virtual que aqui se apresenta timidamente. Dado o puxão de orelha, lembro a todos que postagem vale nota também;

Ponto 2: Gosto muito das coisas que leio aqui no blog (2). Os textos apontam para um amadurecimento do olhar desses alunos para o seu fazer. Me fazem pensar que estão construindo a verdadeira práxis - o encontro da teoria com a prática - e que por essas e outras é que vale a pena ser professor. Gosto da pegada de vocês, do entusiasmo, da vontade de fazer. Isso é tão raro quanto bom. E não como disto não resultar coisas muito interessantes;

Ponto 3: Gostei muito de vê-los cumprindo nossos acordos na palestra da escritora e professora Jane Tutikian.  Pena não haver mais perguntas. Mas valeu vocês lá, assim como valeu a fala dela. Vejam que, com toda crítica que nosso pobre midiático telhado de vidro suporta (ou não), nós somos sempre o foco ao redor do qual, ao fim e ao cabo, gravitam as preocupações. É sempre oportuno lembrar disso. Com toda corrosão que possa vir junto...

Ponto 4: Estou em contato com o Pablo para vermos nossa produção aqui. Penso que esta semana sem falta estará publicada. As edições 1 e 2 pelo menos. E a partir desse momento, quando outras virão na sequência, inclusive aqui também serão socializadas, quero que vocês já vão pensando em modelos e formatos de telejornal não convencionais, ainda não vistos, originais. Vamos guardar a revolução para a última edição. Explico mais na sequência. Por ora, preciso que vocês pirem na batatinha no âmbito das ideias.

Abs

Pausa para reflexão

Por Juliana Bencke

O livro Sobre a Televisão, de Pierre Bordieu (1997), é daqueles que chacoalham o leitor, ainda mais se ele for um estudante de Jornalismo. Parágrafo após parágrafo, o sociólogo francês propõe reflexões sobre o que é produzido e reproduzido na TV. Aos acadêmicos preocupados com a formação e o papel de comunicadores sociais fica aquela inquietação.

Ok, ainda estamos na faculdade. Mas isso não nos isenta. Estamos fazendo a coisa certa? Estamos preparados para enfrentar o mercado de trabalho da melhor forma possível (o que inclui entender a estrutura da televisão e desafiar as receitas prontas do jornalismo)? E o Eu acredito está no caminho certo?

A ideia aqui não é delimitar o que é correto e definir qual o modelo perfeito de telejornalismo. Mas, sim, pensar sobre isso, sobre o que dizem os estudiosos da comunicação, sobre o que entendemos por jornalismo, de fato. Direto do livro Sobre a Televisão, algumas anotações para instigar os neurônios da turma.


- A televisão tem uma grande responsabilidade como formadora de opinião pública. Por isso, Bourdieu critica a utilização excessiva de notícias de variedades na programação. Conforme ele, desse modo, o pouco tempo disponível é preenchido com o vazio. E isso acaba privando o telespectador de informações importantes para a sua formação intelectual e cultural.
 - Para Bourdieu, o campo do jornalismo é muito mais dependente das forças externas que todos os outros campos de produção cultural, da matemática ou da literatura, por exemplo.
- Outro aspecto criticado pelo sociólogo é a busca dos jornalistas apenas pelo extraordinário, sem que haja interesse pelo que é cotidiano. (Nesse quesito, ponto para o Eu acredito! As histórias contadas no nosso programa são extraídas do dia a dia e narram fatos que envolvem pessoas comuns, com o foco do acreditar).

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Basta acreditar

Por Jaqueline Gomes

Pensei muito quando topei assumir a função de editora-chefe na 2ª edição do nosso Eu acredito... E confesso que pensei muito na Cris. Sim, pensei. Porque depois de tanta trabalheira, tantos e-mails escritos, lidos, respondidos e re-respondidos (isso existe?), tanta correria para fechar matérias e organizar tudo para o script, enfim, deu tudo certo. Mas como assumir uma função tão bem exercida no primeiro programa e fazer com que tudo, de novo, acabasse bem? Pois bem, foi acreditando no envolvimento e no comprometimento de todo o grupo, na colaboração entre colegas. Sim, estamos na instância acadêmica, no laboratório, por isso é normal acontecerem tropeços, críticas, conquistas, pontos a serem melhorados. E o que me faz contente é ter a certeza que é esse o caminho.

Eu acreditei. E deu tudo certo. Foi um grande aprendizado participar uma vez mais de toda construção de um programa. Sugerir e ouvir ideias. Reaprender a lidar com o TV News (é verdade), ficar em dúvida na hora de colocar o boa noite (ou não) na abertura do programa, ou imaginando se as cabeças soariam bem na hora hora da apresentação... enfim, foi muito bom (apesar do susto com o atraso do nosso Bonner hehe). Foi bom o nervoso na hora da apresentação, as brincadeiras e a naturalidade do nosso apresentador que não estava nem aí para a câmera, enquanto que a nossa Fátima, quer dizer, Poeta... não, era a Lindi, deu o melhor de si para disfarçar a tensão e fazer tudo tão bem quanto o Pedro. É só exercitando que o aprendizado acontece de fato. Ah, acreditar também faz a diferença!

Que venha o próximo programa!