quinta-feira, 7 de junho de 2012

E o âncora?


 Por Cristiane Lautert, editora-multimídia

A turma já postou aqui no blog um pouco das experiências que teve nas diferentes funções exercidas dentro do "Eu acredito..." E que tal refletirmos um pouquinho sobre o papel do âncora?

Em Ancoragem (2005), Heródoto Barbeiro afirma que o mito em torno da ancoragem (no Brasil) precisa ser desfeito: o âncora não é o dono do programa, mas faz parte de um trabalho coletivo. O autor observa que a fórmula apresentada no telejornal TJ Brasil virou sinônimo de âncora: o apresentador Boris Casoy lia o teleprompter e, em seguida, tecia comentários a respeito do que havia lido. No entanto, para Barbeiro, a definição mais próxima de anchor-man é a do profissonal que apura, elabora e entrega uma notícia. "Sem comentar", ressalta. 

Para Barbeiro, o âncora não é artista nem estrela. Seu trabalho consiste em pilotar o jornal, no ar e fora dele, no estúdio. Ele precisa estar em sintonia com o produtor e os outros jornalistas, e deve decorar a sequência do programa, para não ser surpreendido e, assim, comprometer o andamento do jornal. O autor aconselha o âncora a usar fones de ouvido, com o intuito de não se desconcentrar com a movimentação dos técnicos, repórteres, apuradores e editores no estúdio.

Ele observa, ainda, a importância da equipe e do trabalho realizado por cada um. Para ele, os técnicos não são meros apertadores de botões, mas dão grandes contribuições ao desenrolar do jornal. Segundo o autor, o melhor caminho para ser um bom âncora é o de Cláudio Abramo: “jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática diária do caráter”. 


Rumo à 5ª edição!

Um comentário:

Fabiana Piccinin disse...

Aqui se vê Cris, a formação que é necessária para um bom editor. Não é pouca coisa para que saia do lugar de apertador de botões para alguém que de fato edita a informação. Eu ainda sou do tempo que a figura mais admirada da redação é o senhor editor. rsrs.