segunda-feira, 16 de abril de 2012

Reflexão - Existe vida fora da TV?

Por Cristiane Lautert Soares

Em Existe vida fora da TV?, quarto capítulo do livro Comunicação e jornalismo: a saga dos cães perdidos (2000), Ciro Marcondes Filho aborda uma série de paradigmas próprios do telejornalismo, surgidos no final do século XX (não, não irei revelá-los aqui, pois no próximo semestre outros alunos terão que fazer uma resenha sobre isso!). Embora a visão do autor em relação ao jornalismo televisivo seja pessimista, ela serve, no mínimo, para deixar os comunicadores atentos ao trabalho que têm realizado. Trabalhar em meio a ditadura do tempo, transmitir emoção e ser simples - sem parecer simplório -, são alguns dos desafios enfrentados diariamente pelos profissionais da comunicação.

Mesmo nós, estudantes, nas primeiras reportagens nos trabalhos acadêmicos, demonstramos preocupação em construir uma linguagem que surta efeito: focar os olhos marejados de lágrimas, flagrar a ansiedade do entrevistado, explícita no mover das mãos, por exemplo. No entanto, é preciso mais. Marcondes Filho, em seu texto, diz que a prova atual da existência é a tecnologia. Para serem considerados existentes, todos os fatos jornalísticos precisam passar pela TV. Ora, se só a TV comprova, de fato, que os acontecimentos verdadeiramente ocorreram; se só ela prova a existência, é necessário refletirmos sobre o modo de transmitir “a prova”.

As roupagens e linguagens do fazer jornalístico não são um espetáculo à parte, mas ferramentas para levar conteúdo de qualidade ao telespectador. É nisso que devemos pensar ao elaborarmos cada uma das reportagens do nosso programa. A qualidade da informação é mais importante do que a “estética”, embora esta não deva, de forma alguma, ser deixada de lado. É nisso que devemos acreditar! É isso que devemos pôr em prática!

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