Por Cristiane Lautert Soares
Em Existe vida fora da TV?, quarto capítulo do livro Comunicação e jornalismo: a saga dos cães perdidos (2000), Ciro Marcondes Filho aborda uma série de paradigmas próprios do telejornalismo, surgidos no final do século XX
Mesmo nós, estudantes, nas primeiras reportagens nos trabalhos acadêmicos, demonstramos preocupação em construir uma linguagem que surta efeito: focar os olhos marejados de lágrimas, flagrar a ansiedade do entrevistado, explícita no mover das mãos, por exemplo. No entanto, é preciso mais. Marcondes Filho, em seu texto, diz que a prova atual da existência é a tecnologia. Para serem considerados existentes, todos os fatos jornalísticos precisam passar pela TV. Ora, se só a TV comprova, de fato, que os acontecimentos verdadeiramente ocorreram; se só ela prova a existência, é necessário refletirmos sobre o modo de transmitir “a prova”.
As roupagens e linguagens do fazer jornalístico não são um espetáculo à parte, mas ferramentas para levar conteúdo de qualidade ao telespectador. É nisso que devemos pensar ao elaborarmos cada uma das reportagens do nosso programa. A qualidade da informação é mais importante do que a “estética”, embora esta não deva, de forma alguma, ser deixada de lado. É nisso que devemos acreditar! É isso que devemos pôr em prática!
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