segunda-feira, 23 de abril de 2012

Pausa para reflexão

Por Juliana Bencke

O livro Sobre a Televisão, de Pierre Bordieu (1997), é daqueles que chacoalham o leitor, ainda mais se ele for um estudante de Jornalismo. Parágrafo após parágrafo, o sociólogo francês propõe reflexões sobre o que é produzido e reproduzido na TV. Aos acadêmicos preocupados com a formação e o papel de comunicadores sociais fica aquela inquietação.

Ok, ainda estamos na faculdade. Mas isso não nos isenta. Estamos fazendo a coisa certa? Estamos preparados para enfrentar o mercado de trabalho da melhor forma possível (o que inclui entender a estrutura da televisão e desafiar as receitas prontas do jornalismo)? E o Eu acredito está no caminho certo?

A ideia aqui não é delimitar o que é correto e definir qual o modelo perfeito de telejornalismo. Mas, sim, pensar sobre isso, sobre o que dizem os estudiosos da comunicação, sobre o que entendemos por jornalismo, de fato. Direto do livro Sobre a Televisão, algumas anotações para instigar os neurônios da turma.


- A televisão tem uma grande responsabilidade como formadora de opinião pública. Por isso, Bourdieu critica a utilização excessiva de notícias de variedades na programação. Conforme ele, desse modo, o pouco tempo disponível é preenchido com o vazio. E isso acaba privando o telespectador de informações importantes para a sua formação intelectual e cultural.
 - Para Bourdieu, o campo do jornalismo é muito mais dependente das forças externas que todos os outros campos de produção cultural, da matemática ou da literatura, por exemplo.
- Outro aspecto criticado pelo sociólogo é a busca dos jornalistas apenas pelo extraordinário, sem que haja interesse pelo que é cotidiano. (Nesse quesito, ponto para o Eu acredito! As histórias contadas no nosso programa são extraídas do dia a dia e narram fatos que envolvem pessoas comuns, com o foco do acreditar).

2 comentários:

Eu Acredito... disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eu Acredito... disse...

Boa Ju!
É verdade... ah se existisse uma receita, um modelo. Mas será que teria graça, seria tão instigante?
Jaque